2014/03/29 Tour Histórico “O Porto das Invasões Francesas”

No passado sábado, dia 29 de Março, Dia Nacional dos Centros Históricos, percorremos o Centro Histórico do Porto, e evocámos os 205 anos da invasão do Porto pelas tropas francesas de Soult, na companhia do Rancho Folclórico do Porto e de mais de 60 simpáticos e interessados participantes.O “tour histórico” foi realizado pelo CHIP – Culture, Heritage and Identity in Porto – Iscet – Instituto Superior de Ciências Empresariais e do Turismo, e organizado pelo Cedofeita Viva, integrado no “Mercado do Fado”, com o apoio da ACECE e da Porto Lazer.

O início do século XIX foi um período de tremenda instabilidade bélica, um pouco por toda a Europa, sobretudo centrada na tensão anglo-francesa. Em Portugal, uma posição equívoca de “neutralidade” aparente despoletou a ira napoleónica e motivou o ataque gaulês ao território nacional. A segunda dessas 3 invasões francesas, a que foi liderada pelo General Soult, tinha como destino intermédio a cidade do Porto. No final de Março de 1809, há 205 anos, os franceses ocupariam a cidade causando o pânico e a fuga desesperada da população para a outra margem, rumo a Vila Nova de Gaia. A única ponte então disponível, a “Ponte das Barcas”, era uma frágil estrutura em madeira, eventualmente a ser desmontada por estratégia militar, que cedeu perante a pressão de tantas pessoas em fuga. Centenas terão caído no Douro, muitos terão sido atingidos pelos disparos franceses e por “fogo” amigo, vindo da Serra do Pilar. Pouco tempo depois, a cidade amainava perante o domínio francês.
O Porto dessa época era uma cidade profundamente alterada pelas grandes obras que tinham tido lugar nos últimos 50 anos. O Porto era então uma cidade pequena, preparada contudo para a expansão urbana, definida no final do século XVIII pela Junta de Obras Públicas do Porto. A norte, a cidade terminava na Lapa, a ocidente nos Campos da Torre da Marca e a oriente no Poço das Patas, actual Campo 24 de Agosto.
O tour do dia 29 permitiu conhecer um pouco melhor essa cidade distante no tempo e diferente no espaço – o Porto de 1809 – bem como alguns episódios de resistência e de engenho que ocorreram durante a invasão e permanência das tropas de Soult em território portuense.

2014/03/29 Mercado do Fado

O primeiro mercado Cedofeita Viva de 2014 foi dedicado ao Fado, Património da Humanidade. A 29 de março, Dia Nacional dos Centros Históricos, o mercado reuniu em Cedofeita e Bombarda cerca de 150 expositores de artesanato urbano e tradicional, restauração e usados, enquanto decorreram atividades para crianças (jogos tradicionais e pinturas faciais) e se cantou fado.
Os cantores e músicos convidados animaram toda a tarde: Adriana Miranda Santos, acompanhada por Gabriel Silva; Nélson Duarte, Sandra Cristina e Zé Carvalho, acompanhados por Miguel Amaral e João Araújo; os Fado Diferente; os Fado em Si Bemol; e o Grupo de Fados de Engenharia. Pelo meio uma expositora, Sandra Rolão também cantou dois fados!
O programa foi articulado com um percurso do grupo de investigação CHIP – Culture, Heritage and Identity in Porto – Iscet, “O Porto das Invasões Francesas”, que teve a companhia do Rancho Folclórico do Porto.

O Mercado do Fado apoiou ainda causas solidárias: Semente Solidária e Grupo de Ajuda Fraterna Franciscana.

Uma organização do projeto Cedofeita Viva – Iscet – Instituto Superior de Ciências Empresariais e do Turismo, e da Associação de Comerciantes e Empresários de Cedofeita – aqui com apoio do CHIP – Iscet, da Porto Lazer, Porto Paralelo, Culture Print, Oporto Art District – Sleep, Eat & Visit, Horto Flor do Norte, Breyner 85, Xailes de Portugal, Rádio SIM, Grupo de Fados de Engenharia, Easy Photo, Atividades Vasco Nuno Silva, Chapelaria Ideal, Rancho Folclórico do Porto e Fado Património da Humanidade – Museu do Fado.

Ver Fotografias

2014/03/21 Dia Mundial da Poesia

O projeto Cedofeita Viva – Iscet – Instituto Superior de Ciências Empresariais e do Turismo associou-se à iniciativa do Bairro dos Livros, “Planta uma árvore e adota um livro”, na Biblioteca Municipal de Almeida Garrett.

2013/12/21 Mercado de Natal

No sábado, 21 de dezembro, comemorámos o Natal em Cedofeita, com diversas atividades orientadas para as crianças. No workshop do Pai Natal os miúdos tiraram fotografias com ele, com a mãe Natal e com simpáticos duendes, escreveram cartas com pedidos especiais, que meteram num marco de correio mágico, e experimentaram jogos tradicionais, animados pelo Vasco Silva e pela equipa Cedofeita Viva. Enquanto isso, o mercado de rua reuniu mais de 150 vendedores de artesanato, petiscos e doces, usados e velharias, animados por música ao vivo. Para as crianças (e graúdos), houve teatro de marionetas, “Bzzzoira Moira” (Filipa Mesquita), e uma sessão de histórias de Natal (Augusta Santos, Vânia Abreu, Vítor Fernandes). A passagem da fanfarra dos Portuenses não deixou ninguém indiferente… A festa seria ainda abrilhantada pelo Coral Mille Voci, dirigido pelo Prof. Diogo, que interpretou temas natalícios.

2013/12/08 Tour de Natal

No dia 8 de dezembro de 2013, o CHIP – Culture, Heritage and Identity in Porto realizou um tour guiado, partindo da Rua de Cedofeita e passando pela Praça Carlos Alberto, Leões, Clérigos, Aliados, São Bento, Rua das Flores e, finalmente, terminando no Largo de S. Domingos. O tema: sempre o Porto, mas desta vez, também, uma oportunidade para descobrir forma como o Natal era celebrado nas ruas e nos lares da cidade Invicta há 150 anos.
Há 150 anos, o Porto era uma cidade em profunda mudança. Acelerado pela energia fontista, pelo dinheiro “brasileiro” dos torna-viagem e pelo empreendedorismo da burguesia comercial e industrial, o Porto superava, com resistência, a inércia da tradição, oferecendo tecnologia e inovação a uma cidade presa a processo antigos, cruzada ainda por carros de bois e vendendo alfaias em algumas das suas praças, em feiras herdadas da época medieval. Se a cidade, enquanto construção física, crescia e se agigantava, os costumes e hábitos dos portuenses alteravam-se também, nas práticas ancestrais ou nos rituais coletivos, em que se mantinham receitas e gestos de antigamente, mas onde similarmente se introduziam novidades de além-fronteiras, num processo que incontornavelmente gerou nostalgia e saudade. Assim foi também com o Natal. Júlio Dinis chamava-lhe “uma moda tola”, perdida em estrangeirismo, quando se referia à perda de protagonismo do presépio em detrimento da jovial “Árvore do Natal”, novidade alemã nos natais portuenses de meados de XIX. Ramalho Ortigão, preso a esse tempo em perda, num tempo de aceleração, é impelido, numa crónica da época, a prometer: “Assentem no que quiserem, que eu para mim entenderei sempre que a árvore do Natal da Alemanha não vale a ceia do Natal portuguesa”.

Uma organização Cedofeita Viva – Iscet – Instituto Superior de Ciências Empresariais e do Turismo e Ace Cedofeita, com o apoio da Porto Lazer.

2013/11/30 Mercado Oitocentista

No passado dia 30 de novembro, realizámos um mercado de rua inspirado na segunda metade do século XIX. Quem passou em Cedofeita e na Rua Miguel Bombarda viu muitas pessoas com trajes de época, a passear, a cantar ou a dançar a valsa.
O mercado reuniu mais de 100 bancas de artesanato urbano, petiscos, castanhas assadas, usados e velharias, mas proporcionou, também o reencontro do Porto com o comércio tradicional de Cedofeita.
O dia foi animado pelo Rancho Folclórico do Porto e pela equipa do Cedofeita Viva, e houve contos para crianças, jogos tradicionais e performances literárias. O programa incluiu também duas rotas pedonais em que foram exploradas histórias e curiosidades sobre edifícios e pessoas de outros tempos…
O Mercado Oitocentista foi organizado pelo Cedofeita Viva, ISCET e ACECE, com o apoio da C.M. do Porto, através da Porto Lazer.

Página 3 de 712345...Última »