2013/12/21 Mercado de Natal – o vídeo

2013/12/21 Mercado de Natal

No sábado, 21 de dezembro, comemorámos o Natal em Cedofeita, com diversas atividades orientadas para as crianças. No workshop do Pai Natal os miúdos tiraram fotografias com ele, com a mãe Natal e com simpáticos duendes, escreveram cartas com pedidos especiais, que meteram num marco de correio mágico, e experimentaram jogos tradicionais, animados pelo Vasco Silva e pela equipa Cedofeita Viva. Enquanto isso, o mercado de rua reuniu mais de 150 vendedores de artesanato, petiscos e doces, usados e velharias, animados por música ao vivo. Para as crianças (e graúdos), houve teatro de marionetas, “Bzzzoira Moira” (Filipa Mesquita), e uma sessão de histórias de Natal (Augusta Santos, Vânia Abreu, Vítor Fernandes). A passagem da fanfarra dos Portuenses não deixou ninguém indiferente… A festa seria ainda abrilhantada pelo Coral Mille Voci, dirigido pelo Prof. Diogo, que interpretou temas natalícios.

2013/12/08 Tour de Natal

No dia 8 de dezembro de 2013, o CHIP – Culture, Heritage and Identity in Porto realizou um tour guiado, partindo da Rua de Cedofeita e passando pela Praça Carlos Alberto, Leões, Clérigos, Aliados, São Bento, Rua das Flores e, finalmente, terminando no Largo de S. Domingos. O tema: sempre o Porto, mas desta vez, também, uma oportunidade para descobrir forma como o Natal era celebrado nas ruas e nos lares da cidade Invicta há 150 anos.
Há 150 anos, o Porto era uma cidade em profunda mudança. Acelerado pela energia fontista, pelo dinheiro “brasileiro” dos torna-viagem e pelo empreendedorismo da burguesia comercial e industrial, o Porto superava, com resistência, a inércia da tradição, oferecendo tecnologia e inovação a uma cidade presa a processo antigos, cruzada ainda por carros de bois e vendendo alfaias em algumas das suas praças, em feiras herdadas da época medieval. Se a cidade, enquanto construção física, crescia e se agigantava, os costumes e hábitos dos portuenses alteravam-se também, nas práticas ancestrais ou nos rituais coletivos, em que se mantinham receitas e gestos de antigamente, mas onde similarmente se introduziam novidades de além-fronteiras, num processo que incontornavelmente gerou nostalgia e saudade. Assim foi também com o Natal. Júlio Dinis chamava-lhe “uma moda tola”, perdida em estrangeirismo, quando se referia à perda de protagonismo do presépio em detrimento da jovial “Árvore do Natal”, novidade alemã nos natais portuenses de meados de XIX. Ramalho Ortigão, preso a esse tempo em perda, num tempo de aceleração, é impelido, numa crónica da época, a prometer: “Assentem no que quiserem, que eu para mim entenderei sempre que a árvore do Natal da Alemanha não vale a ceia do Natal portuguesa”.

Uma organização Cedofeita Viva – Iscet – Instituto Superior de Ciências Empresariais e do Turismo e Ace Cedofeita, com o apoio da Porto Lazer.

2013/11/30 Mercado Oitocentista