2014/10/04 Mercado do Chapéu – Vídeo

2014/10/04 Mercado do Chapéu

No sábado, 4 de outubro, o projeto Cedofeita Viva regressou a Cedofeita-Bombarda com o “Mercado do Chapéu”. Todos foram convidados a trazer o seu chapéu mais original – visitants, lojistas e os mais de 100 vendedores de artesanato e outros artigos. Houve centenas de diferentes chapéus, dos quais mais de 200 participaram num concurso patrocinado pela ACECE, de que saíu vencedor o “chapéu ecológico” de Idalina Cunha.
O Museu da Chapelaria expôs chapéus e organizou um workshop para miúdos (e graúdos também). Da parte da tarde atuaram a academia Love 2 Dance, os Oxalá e a banda Francis G. Também de tarde mais de 40 pessoas seguiram o percurso histórico do CHIP – Culture, Heritage and Identity in Porto, “O Porto da alta burguesia às áreas operárias – Um passeio por Cedofeita de outros tempos”, dirigido por Jorge Ricardo Pinto e com Ana Sofia Amorim, Daniela Alves, Hélder Barbosa e Ricardo Martins, não sem antes serem surpreendidos pela Agostinha & Agostinho (os atores Margarida e Nuno Meireles). A imagem do Mercado do Chapéu foi de Meireles de Pinho, com o apoio da Galeria Trindade. Mais uma vez, o vídeo ficou a cargo da Joana Costa e Eduardo Morais, e a fotografia com Pedro Figueiredo, Duarte Magano e José Magano.
A equipa Cedofeita Viva contou com: Adelaide Costa, Amanda Matos, Ana Cristina Moreira, Ana Rita Santos, André Capela, André Soares, Bruna Ferreira, Carlos Alberto Mendes, Cláudia Barbosa, Duarte Magano, Eugénia Dias, Ezgi Albayrak, Inês Coelho Pinto, Inês Pinto, João Quintal, Janice Silva, Jenia Dryomova, Joana Rocha, João Quintal, Jorge Machado, José Lopes, Luís Nunes, Manuel Mota, Margarida Oliveira, Maria Figueiredo, Maria Liquito, Mariana Ratão, Margarida Oliveira, Marta Gômez, Martim Magano, Matilde Fontes, Nainy Santos, Patrícia Guedes, Paulo Miguel, Pedro Cruz Silva, Pedro Sousa, Raquel David, Raúl Macedo, Renato Borges, Ricardo Oliveira, Rosário Cardoso, Rui Janeiro, Rute Oliveira, Sofia Oliveira, Soraia Telles, Teófilo Fradizelo, Vítor Ferreira e José Magano.
Organização Cedofeita Viva – Iscet – Instituto Superior de Ciências Empresariais e do Turismo e Associação de Comerciantes e Empresários de Cedofeita, com apoio daPorto Lazer, e de Atividades Vasco Nuno Silva, CHIP-Iscet, Ekyval, Francis G, Galeria Trindade, Larshop, Love 2 Dance, Museu da Chapelaria, Horto Flor do Norte, Oxalá e Rota Latina.

2014/10/04 Tour: O Porto da alta burguesia às áreas operárias

Alimentado pelo negócio do vinho do Porto com o norte da Europa, o Porto enriqueceu tremendamente no século XVIII. Construíram-se igrejas e palacetes, rechearam-se casas e douraram-se retábulos, abriram-se ruas e praças, revolucionou-se o espaço urbano do Porto, dentro e fora de portas. A influência nórdica, sobretudo da larga comunidade britânica que controlava o negócio do vinho, incrustou-se nos alinhamentos e nas fachadas, na expansão urbana e no tecer da malha, organizada a partir de lotes profundos e estreitos, num plano radial que partia da muralha do século XIV, linha de fixação a partir da qual se organizou a expansão urbana do Porto.
A primeira metade de XIX foi um período de acalmia construtiva, feita de invasões (francesas) e tricas internas, de conflitos (guerra civil) e de epidemias de cólera.
Mas a partir da década de 40 de XIX, o Porto ergueu-se obsessivamente na palavra “Progresso”, no ferro e no vidro, estruturando uma cidade feita de múltiplos padrões morfológicos e de uma geografia social complexa, que distinguia os pobres interiores dos alinhados exteriores dos quarteirões; o oriente produtivo do consumista ocidente da cidade; o centro antigo da expansão urbana da segunda metade do século XVIII e de todo o século XIX.

O tour histórico “O Porto da alta burguesia às áreas operárias – Um passeio por Cedofeita de outros tempos” explorou boa parte dessa área de expansão da cidade, por ruas e praças de Cedofeita, procurando compreender e demonstrar a relação entre o tecido construtivo e a organização social da cidade, no plano urbano, na forma e no uso do solo, passando por casas de ingleses e brasileiros, fachadas da alta burguesia, ilhas do operariado, fábricas antigas e ruas de vários tempos. A equipa do CHIP foi dirigida Jorge Ricardo Pinto e contou com Ana Sofia Amorim, Daniela Alves, Hélder Barbosa e Ricardo Martins.